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Paixão Corinthians: André Matos compara 'tribo' do rock à Fiel

ALAN RASTRERO | 12/09/2012 10:14:00 PM |

Dividido entre a música e a paixão incurável pelo Timão, cantor fará show no Japão durante o Mundial de Clubes

header_PAIXAO-CORINTHIANS (Foto: infoesporte)


Assim como o Corinthians, o rock é uma religião para muita gente. O cantor André Matos é seguidor das duas. Ex-vocalista de bandas de heavy metal como Angra e Shaman, o músico não cedeu aos apelos do pai, flamenguista, e tornou-se corintiano desde a infância. Nas turnês, já rodou o mundo e conhece bem o Japão, onde o Timão se prepara para a estreia no Mundial de Clubes. Segundo ele, a paixão dos japoneses pela música é tão grande quanto pelo futebol, e o Corinthians deve se sentir em casa do outro lado do mundo.

A camisa corintiana de 1990, usada por André no Morumbi quando o Timão conquistou seu primeiro título brasileiro, permanece guardada com orgulho até hoje. Com um dos shows de lançamento do novo disco marcado para o Japão durante a disputa do Mundial, o cantor faz de tudo para conseguir um ingresso da competição e assistir também ao time na busca pelo bi. Ele admite ansiedade para ver como será o “choque” entre o bando de loucos e os japoneses.

- O Japão é um país extremamente organizado, regrado. Quando vamos a um jogo do Corinthians, é um grande caos. Mas só aparente, porque existe uma linha de conduta na torcida. As pessoas sabem o que podem e não podem fazer, apesar de alguns excessos. Quando o japonês gosta de alguma coisa, ele é apaixonado. O metal sempre foi uma música ícone no Japão, tratado com regalias. O futebol tem esse status lá - disse o cantor.

- Em uma das vezes que eu estava lá, o Zico era treinador da seleção. Falava-se muito de futebol, do Brasil, a esperança que tinham de avançar na Copa do Mundo. Japonês tem essa paixão pelo futebol. O que vai ser interessante é essa invasão corintiana no Japão. Trabalho com música e faço um estilo que não deixa de ser popular no mundo inteiro. Vemos uma atitude parecida à de uma torcida. Somos uma tribo, como o rock pesado - completou.

Da infância, André Matos se lembra da invasão corintiana no Maracanã em 1976, para a semifinal do Brasileiro contra o Fluminense, e não tem dúvidas de que o Mundial será marcado como outra grande invasão alvinegra. Assim como o rock, ele acredita que a paixão pelo Timão é impossível de ser “curada”.

- O Corinthians é que nem o rock. Uma vez que você começa, não dá para abandonar. A coisa mais bem bolada como definição de Corinthians é a República Popular do Corinthians. É uma sacada que engloba tudo que o Corinthians é: um país dentro de um país - afirmou André Matos.

Andre Matos, corintiano (Foto: Ulisses Mendes/GLOBOESPORTE.COM)
André Matos se divide entre o Rock e o Timão (Foto: Ulisses Mendes/TV Globo)

fonte: GloboEsporte.com

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